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A CULTURA E A RELIGIÃO DOS EGÍPCIOS ANTIGOS

civilizacao egitoOs egípcios possuíam um pensamento empírico, pois pensavam a partir de experiências anteriores, do acúmulo de exemplos. Eram conservadores, conformistas e profundamente místicos: acreditavam que o mundo tinha sido governado por deuses em tempos mais remotos e que o monarca passou a exercer esse governo por ser a encarnação dos deuses na Terra.

A cultura era privilégio das camadas sociais privilegiadas e as letras eram ligadas ao Estado faraônico. Os escribas, por exemplo, auxiliavam a formação do governo com seus conhecimentos.

Havia vários deuses para cada localidade, ligados a animais ou fetiches de antepassados tribais. Com a evolução da cultura egípcia, esses deuses foram tomando forma humana (antropomorfia). Todos os deuses eram cultuados simultaneamente, mas alguns acabaram por se impor sucessivamente – Rá, Ptah, Amon -, demonstrando o poder dos sacerdotes de cada região.

Para o egípcio antigo, a morte tinha um especial interesse. Havia uma crença absoluta no renascer, daí a necessidade de preservação do cadáver e o desenvolvimento da técnica da mumificação.

A Astronomia e a Matemática tinham por finalidade a previsão das cheias e das vazantes do rio Nilo, o que auxiliava as colheitas. Fizeram um mapa do céu e identificaram as principais estrelas. Faziam as operações matemáticas de soma, subtração e divisão e desenvolveram o sistema decimal, mesmo sem conhecer o zero. Tinham jogos que perduram até nossos dias, como o xadrez.

A Medicina egípcia desenvolveu-se graças à prática da mumificação. Com o conhecimento da anatomia humana, surgiu a especialização: havia especialistas em olhos, estômago e cirurgiões. Os egípcios também conheciam as ervas medicinais e compilaram a primeira farmacopeia que se conhece. Vale destacar, todavia, que a Medicina egípcia era profundamente impregnada de religiosidade, magia e superstição.

A arte egípcia tinha finalidade religiosidade e funerária. As maiores manifestações artísticas dessa cultura se concentraram na arquitetura: as pirâmides, com sua solidez, construídas com material imperecível, de gigantescas proporções, difundiam a ideia necessária aos faraós de perpetuidade, poder e força.

Grande parte do conhecimento que hoje temos da civilização egípcia deve-se a Champollion, que decifrou a escrita hieroglífica no século XIX. Essa forma de escrita desenvolveu-se no período Pré-Dinástico e foi-se aperfeiçoando paulatinamente. Nela encontramos sinais que representam a fauna e a flora do rio Nilo, bem como instrumentos utilizados pelos egípcios, o que nos leva a crer que era uma escrita autóctone, ou seja, nascida no próprio Egito. Havia também dois outros tipos de escrita: a hierática (escrita mais simples), derivada da hieroglífica, para textos mais correntes, e a demótica, ainda mais simples, de caráter popular.

Deve-se concluir que, devido a esse estágio cultural dos egípcios antigos, é falsa a ideia do imperialismo europeu dos séculos XIX e XX que afirmava a “inferioridade” cultural dos africanos. Tudo para justificar a exploração capitalista no continente africano.