A CANNABIS NO BRASIL

Considera-se que a cannabis chegou ao Brasil pelos africanos escravizados. Entretanto, os estudiosos acreditam que os portugueses já conheciam a erva e que também podem a ter trazido para a nossa cultura. A questão é que, desde a ação colonizadora até meados do século XIX, o uso do “fumo de Angola” ou “pito do pango”, como também denominavam a maconha, era visto como um hábito comum, embora mais comum entre os negros. A atividade, a princípio, não preocupava as autoridades públicas, mas aos proprietários de escravizados sim, pois a maconha “distraía” os trabalhadores, tornando-os “preguiçosos”, “vagabundos” e “rebeldes” no trabalho.

Na década de 1960, o perfil do usuário da erva mudou bastante, pois os intelectuais brasileiros e a juventude “hippie” passaram a consumir a erva como ação rebelde à ditadura civil-militar, estabelecida por aqui a partir de 1964.

A princípio, a maconha era vista como produto de pobre, de marinheiros e de escravizados. Mas, com o tempo, a cannabis ganhou status na classe média, assim como existe a “cachaça gourmet” em vez de “pinga”, que era – e continua sendo – artigo popular.

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