SOBREVIVÊNCIA DE QUILOMBO NA CIDADE DE VALENÇA-RJ

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SOBREVIVÊNCIA DE QUILOMBO NA CIDADE DE VALENÇA-RJ

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O Globo – 11/06/2006. Os quilombolas de Valença dançam jongo*

Comunidade que foi reconhecida pelo governo federal em 1999, o quilombo São José da Serra abriga a sétima geração dos escravos Tertuliano e Miquelina, e Pedro e Militana, levados à fazenda de mesmo nome no século XIX. Mas os atuais proprietários da fazenda, comprada em 1988 pela empresa Agropastoril São José da Serra, não reconhece a comunidade como quilombo e muito menos a garantia dada pelo governo federal.

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*É uma manifestação cultural dos afrodescendentes que se propagou no Brasil, notadamente na área rural, contribuindo no processo formativo do samba. Conforme os denominados jongueiros, o jongo é o “avô” do samba.

Ali, em casas de sapê, estuque e adobe, onde a luz elétrica só chegou em 2005 e água é de mina, vivia gente como Tia Maria, de 104 anos, que dançava jongo até na sua festa de um século de idade. Segundo ela, aprendeu a dançar jongo com os outros. Ainda, com essa idade, Tia Maria costura colcha de retalho.

Todos frequentam a capelinha e o centro de umbanda São Jorge Guerreiro e Caboclo Rompe Mata, aberto há 35 anos pela mãe de Toninho – morador da comunidade. No centro, com teto de bandeirinhas coloridas para trazer paz e alegria, Nossa Senhora Aparecida e São Benedito estão ao lado de Iemanjá e Preto Velho. E a missa na capela é afro.

No quilombo, onde o analfabetismo não existe mais, há uma escolinha. Os quilombolas vendem alguns dos produtos que plantam – como feijão e milho – em Conservatória, a 22 km de lá. Artesanato e jongo também geram renda para os seus habitantes.

 

 

 

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