REVOLUÇÃO CIENTÍFICA DO SÉCULO XVII

Nos séculos XVII e XVIII, enquanto as ideias iluministas se espalhavam na Europa, uma febre de novas descobertas e inventos tomou conta do continente. O avanço científico dessa época colocou à disposição do homem informações tão diferentes quanto a descrição da órbita dos planetas e do relevo da Lua, a descoberta da existência da pressão atmosférica e da circulação sanguínea e o conhecimento do comportamento dos espermatozoides.

A Astronomia foi o campo que deu margem às maiores revelações. Seguindo a trilha aberta por estudiosos da Renascença, Copérnico, Kepler e Galileu, o inglês Isaac Newton (1642-1727) elaborou um novo modelo para explicar o universo. Auxiliado pelo desenvolvimento da Matemática, que teve em Blaise Pascal (1623-1662) um de seus maiores representantes, ele ultrapassou a simples descrição do céu, chegando a justificar a posição da órbita e de muitos corpos siderais.

Além disso, anunciou ao mundo a lei da gravitação universal, que explicava desde o movimento de planetas longínquos até a simples queda de uma fruta. Newton foi ainda responsável por avanços na área do cálculo e pela decomposição da luz, mostrando que a luz branca na verdade é composta por sete cores, as mesmas do arco-íris.

 

Tanto para estudo dos corpos celestes como para observação das minúsculas partes do mundo, foi necessário ampliar o campo de visão do homem. Os holandeses encarregavam-se dessa parte, descobrindo que a justaposição de várias lentes multiplicava a capacidade de visão humana.

 

Tal invento possibilitou a Robert Hooke (1653-1703) construir o primeiro microscópio, que ampliava até 40 vezes pequenos objetos (folhas, ferrões de abelha, patas de insetos). Esse cientista escreveu um livro sobre suas observações e criou o termo célula, hoje comum em Biologia.